terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SIDNEY


Chegámos de Adelaide, dia 17 de Janeiro de 2010, ou seja, cerca de 20 dias depois de ter-mos chegado a Sydney, provenientes de S. Francisco.

Há que fazer a despedida, provavelmente definitiva, (nunca se sabe…), de Sydney.
Chegámos ao Aeroporto e fomos para o hotel, que fica localizado no perímetro daquele. Foi largar as malas, apanhar um táxi e rumar a Darling Harbour, provavelmente em conjunto com a zona da Ópera, o local mais emblemático de Sydney.
Trata-se de um pequeno porto inserido no Sydney Harbour, que mais do que um porto, apenas para pequenas embarcações, é mais uma das baías em que toda a zona é fértil.

Tem a forma de um “U” e na sua extremidade aberta tem uma ponte – a Pyrmont Bridge – apenas pedonal e que antigamente abria para os barcos atracarem.

Nas suas margens, por assim dizer, todo o “U” está circundado por restaurantes e por uma zona pedonal, onde milhares de pessoas passeiam, vêm os “artistas” de fim de semana, que a troco de umas moedas, divertem quem passeia, visitam o Museu Marítimo, o Aquário de Sydney,o Wild Life Park, jantam nas esplanadas, enfim e em suma, divertem-se. e desfrutam do tal cheiro único que Sydney tem.
Durante algumas horas, apreciámos o movimento da varanda de um dos inúmeros cafés, no caso uma cervejaria, e depois fomos jantar a um restaurante onde já jantámos inúmeras vezes, quer aqui em Sydney, quer também em Melbourne, denominado Meet & Wine, que como o nome indica apenas serve, carne e vinho. Tanto a carne, como o vinho são como é de ver, de superior qualidade, havendo um prato a que não resistimos: "ribs" de porco, que são comidas á mão. Literalmente, lavando-se as mãos em água que vem para a mesa a acompanhar o prato. Experimentem… E acompanhem as "ribs" com um "Cloudy Bay" gelado da Nova Zelândia. Um espanto...

Depois do jantar, voltámos ao hotel e despedimo-nos de Sydney, ao mesmo tempo que nos preparávamos para mais duas viagens que no total perfarão doze horas de voo e mais de três de espera pelo segundo voo, no aeroporto de Singapura, denomidado Changi e provávelmente o Aeroporto mais bonito do mundo, pois tem desde jardins interiores, um borboletário, ginásios, piscina, etc., etc., e que nos levarão ás Maldivas, para aí sim, desfrutar-mos de uns dias de descanso.
Aliás é exactamente durante o primeiro desses dois voos que escrevo esta mensagem, que apenas daqui a algum tempo poderá ser colocada.
Estamos a cerca de 10.363 metros de altitude e a uma velocidade de 922 km hora e lá fora está uma temperatura de -41º e estamos praticamente a sair da Austrália para sobrevoar o oceano Indico e o mar de Timor.
Sobre a Austrália, falta colocar uma mensagem sobre Kangaroo Island, que vou procurar escrever ainda hoje e penso colocar uma mensagem sobre algumas sugestões práticas, que poderão ser úteis a quem desejar visitar a Austrália.

Vou tentar fazê-lo logo que possível.
Até à próxima.
PS - Esta mensagem vai ser colocada, na ilha Fesdu, nas Maldivas, onde acabámos de chegar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

AEROPORTO DE ADELAIDE



Chegámos cedo ao Aeroporto de Adelaide, até porque nada mais havia a fazer em Adelaide, salvo dar uma volta, como fizemos, junto das diversas tendas de apoio á corrida Down Under.

Tudo o mais á volta do hotel, que fica na Victoria Square, está fechado.

Chegados ao Aeroporto fizemos o chek in automático e fomos deixar as malas no respectivo balcão.

A balconista de cada vez que ia pesando cada umas malas, ia tomando notas do respectivo peso e aí percebi, que muito provávelmente iríamos pagar excesso de bagagem. Até parece que sou bruxo.

Diz-nos a menina: isto tem 17 quilos a mais do que o permitido e cada quilo custa 10 dólares.

Claro que fiz o meu papel, barafustei, contra argumentei, disse-lhe era a primeira vez que vijava na Qantas - que é a companhia de bandeira australiana - o que é verdade, disse-lhe que nunca tinha pago excesso de bagagem - o que é mentira - mas ela foi inflexivel: são 170 dólares e mais nada.

A muito contra gosto, como se calculará, lá fomos a outro balcão fazer o pagamento.

Na Qantas, nunca mais: isto pretendo que também seja verdade!!!

Até Sydney, ou até outro dia, noutro lado!!!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

ADELAIDE - ADELAIDE

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Vou fazer uma pequena alteração na sequência das mensagens, pois quem tem feito o favor de acompanhar o blogue, lembrar-se-á, que estivemos em Adelaide, fomos dois dias a Kangaroo Island e voltámos a Adelaide.

Assim impor-se-á que relatemos, dentro do que nos é possível, a nossa experiência em Adelaide, deixando para depois disso o relato dos dois dias que passámos em Kangaroo Island, pois estes dois dias requerem um tratamento especial.

Deixámos no ar as nossas dúvidas sobre Adelaide. Hoje , com mais propriedade poderemos emiti-la uma vez que se baseia em dia e meio de estada e não apenas em meio dia, como antes seria, se a tivéssemos então emitido.

Se tínhamos duvidas, hoje estão um pouco mais esclarecidas. Ou seja, Adelaide não é uma cidade feia, mas também não se pode dizer que seja bonita. É uma cidade que se visita, mas não se poderá dizer que seja uma cidade, onde se encontre um motivo para voltar.
Já os seus arredores são, claramente bonitos, nomeadamente Glenelg a apenas 10 km de distância, que nem uma boa praia e uma enorme animação (estivemos lá no sábado).Funcionará para Adelaide como o Estoril funciona para Lisboa, mas Glenelg com uma diferente para muito maior animação, no sentido estrito de actividades desportivas, nomeadamente campeonatos de voleibol de praia, bem como actividades para miúdos. Muito bem aproveitado sem sombra de dúvida.
Já no lado oposto da cidade, para além da cadeia de montanhas que a norte da cidade se estendem e onde são cultivadas as vinhas que produzem o Adelaide Hills, existe uma outra cidade, ao contrário de Glenelg, no campo portanto, chamada Hahndorf.

Esta cidade, tipicamente alemã, com os seus recantos bem encantadores, com as suas casa em madeira, com as suas típicas lojas, de relógios, de doces, de souvennirs, alguns delesde gosto duvidoso naturalmente e também com as suas cervejarias com cerveja alemã…uma delicia.

Esta cidade foi fundada por um emigrante alemão que lhe deu o nome, pois o primeiro nome do Senhor era Hahn, em 1836. Há aliás, uma cervejaria que tem o nome de todos os primeiros emigrantes provenientes da então, Prússia -hoje Alemanha – bem como as suas profissões e barcos onde chegaram á Austrália. Chama-se a isto respeitar o passado, projectando o futuro.
Nesta pequena volta que demos, e quando regressámos a Adelaide percorrendo as montanhas que a norte a delimitam, voltámos a ter a oportunidade de ver cerca de 10 ou 12 koallas no seu mais puro estado selvagem, quase todos a dormir como aliás fazem durante vinte horas, diariamente.
Não vou terminar, sem antes vos referir a loucura que passa em Adelaide e nesta zona da Austrália, por causa do Tour Down Under, que se inicia amanhã, dia 17 de Janeiro. Todos os ciclistas e respectivo staf estão instalados no hotel onde estamos, por isso imaginem o movimento, sobretudo quando o Lance Armstrong aparece, sendo que atéos outros ciclistas lhe tiram fotografias.

Enfim, Adelaide não é nem feia nem bonita, como antes disse, mas não foi nenhuma desilusão.

Amanhã voltamos a Sydney de avião, iniciando assim a viagem de regresso, sendo que ainda vamos demorar uns dias a chegar, dias esses em que não teremos acesso á internet, pelo que vamos interromper a emissão destas mensagens, ficando a promessa de acabar-mos o trabalho.
Até á próxima.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

DE VICTOR HARBOUR A ADELAIDE




Iniciámos a última etapa deste périplo que com esta última etapa, de 176 km chegou aos 3.324 km de Sydney a Adelaide, de manhã e com o tempo algo enevoado, mas bom.

Dirigimo-nos para o denominado The Florieu Way que percorre todo o litoral da Florieu Península, nome dado a esta península que antecede Adelaide.

É uma zona de altos e baixos, pois nem sequer se podem chamar grandes colinas e grandes vales, mas que parece ser o celeiro desta parte da Austrália, tal a quantidade de terreno cultivado com cereais, nesta altura do ano ceifados e acondicionados pois aqui já estamos a meio do primeiro mês do verão.

Em determinada altura decidimos meter-nos por um caminho de terra batida que faz parte de um Parque Nacional (mais um…)denominado Dennis Hut e onde tivemos oportunidade de ver um canguru atravessar o caminho que percorríamos, mesmo à nossa frente, bem como inúmeros coelhos que à nossa passagem saíam do caminho, vagarosamente, para já não falar na quantidade de papagaios e outro tipo de pássaros.

Valeu bem a pena o sacrifício do caminho, que era realmente mau.

Depois disso fomos a Cape Jervis localidade com um pequeno porto de onde parte o ferry para Kangaroo Island, onde iremos amanhã.

Daí subimos, ou dito de outra forma, seguimos para Norte, pois estávamos mais a Sul, direitos a Adelaide. No caminho fomos pensando que já não precisaríamos do carro, pois conduzir numa cidade que não se conhece e ainda por cima à esquerda, não é tarefa fácil, tanto mais que como acima se disse, vamos durante dois dias para K. I.,pelo que decidimos ir direitos ao aeroporto e entregá-lo, antecipando assim o que tínhamos que fazer apenas no próximo Domingo.

Dali apanhámos um táxi para o hotel que fica bem no centro da cidade, em Victoria Square.

Depois fomos surpreendidos, agradavelmente, diga-se, pois Adelaide tem um sistema normal de transportes que no centro da cidade é gratuito para toda a gente, apenas se pagando a partir de determinados pontos. Ou seja imaginem aquilo que penso ainda existir em Lisboa em termos de coroas: a coroa 1 é gratuita, apenas se pagando a partir daí e até aí quando se vem de fora da Cidade.

O que se consegue com isso? Claramente libertar espaço que de outro modo seria ocupado por carros, como aliás acontece, por exemplo em Lisboa, Porto e Coimbra, sobretudo. Seria uma óptima ideia que cada um dos Presidentes das Câmaras acima referidas viessem até cá, não para passear, mas para aprender como se faz.

Se alguém conhecer algum dos Senhores em causa, transmita-lhe esta ideia!!!

Amanhã como referi vamos para K.I. e no sábado vamos então conhecer Adelaide, pelo que depois emitiremos a nossa opinião, embora para já nos pareça uma Cidade pequena, com largas avenidas à americana, edifícios interessantes e construída em comprimento e largura e menos em altura.

Até à próxima, que isto está a acabar, com muita pena nossa, mas já com saudades de casa e de um cozidinho à portuguesa!!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PORT FAIRY A VICTOR HARBOUR PASSANDO POR KINGSTON SE













Iniciámos a penúltima etapa desta viagem que não obstante haver pedaços que não têm correspondido tanto ás expectativas, provavelmente por o objectivo ser muito alto, mas iniciámos a penúltima etapa, dizia, debaixo de um calor sufocante, que sem ponta de exagero, por volta das 8,30 h hora a que saímos, rondaria os 30º. Paciência, quem que Verão no Inverno, tem-no.

Com na última mensagem referimos, tínhamos decidido voltar a Warrnambool para visitar a Martime Village. Deixem dizer-vos que valeu, claramente, quer o preço dos bilhetes, quer o tempo gasto, quer a gasolina. Assim se vê, como noutras situações também, a valorização que um Povo faz da sua neste caso pequena (em tempo) História. Tudo está preservado, mantendo a traça original do que eram as diversas casas dos diversos misteres que naquela altura (á volta de 1900), havia.

Para além disso dentro das instalações têm um museu que conta e mostra diversos aspectos da construção da Austrália, quando ainda se dividia em colónias inglesas e quando depois da Independência, decidiram unificar-se num só País, muito embora com 6 Estados com Governos Próprios, tal como qualquer República Federada. Não esquecer que o Chefe Supremo da Austrália continua a ser a Rainha de Inglaterra, pelo que está bom de ver a Austrália nãoé uma Republica.

Não é demais referir que dentro de cada uma das lojas, na verdadeira acepção da palavra, estão voluntários (as) que além de trabalharem nos diversos ofícios representados, atendem o publico, vendendo e esclarecendo. Aliás, nós próprios levámos uma lição de história de um pavão (em louça) de cerca de 15 minutos de um Senhor que era o Bibliotecário e que teria – terá – seguramente 90 ou mais anos. Com esta idade e por respeito tivemos que o ouvir com toda a atenção que nos foi possível.

Aliás aqui na Maritime Village levámos uma massagem ao ego, enquanto portugueses: lá estava uma foto do Infante D. Henrique, como precursor das navegações e lá está um quadro que explica um teoria,muito aceite aqui na Austrália, de que foi um português a descobrir a Austrália, em 1512. Só que como terá sido um não cumprimento do Tratado de Tordesilhas (viajar-se para tentar descobrir novas terras para este lado do Mundo), calámo-nos para que os Castelhanos, não percebessem, eu mais uma vez os estávamos a enganar. E daí tiraram proveito, primeiro os Holandeses e depois os Ingleses.

Depois desta visita, voltámos à realidade. E a realidade era, correr-mos o mais rápido possível para dentro do carro por causa do ar condicionado, porque o calor na rua era cada vez mais insuportável.


Aliás para terem uma ideia seguimos em direcção a Mt. Gambier onde chegámos cerca das 1,30 da tarde, que nesta altura passaram a 1,00, uma vez que no South Austrália são menos 30 minutos do que em New South Walles onde até então tínhamos estado. É esquisito, mas é assim. Mas quando chegámos, pura e simplesmente era uma cidade fantasma: ninguém na rua, as montras todas com os estores fechados, as portas fechadas. Tudo isto por causa do calor que neste dia, nesta zona chegou aos 42º, sendo que numa localidade de que não recordo o nome um pouco mais para o interior (cerca de 100 km) a temperatura chegou aos 45º!!!! É caso para dizer tá tudo doido, pois no Norte do País há inundações e no centro Sul: neva. Exactamente: neva.

Continuamos a andar por uma interminável passadeira de alcatrão, onde praticamente não passam veículos, nem tão pouco há localidades e é como se fosse o Alentejo, mas em grande. Aliás entre hoje e amanhã, fazemos cerca de 250 km com esta paisagem. É aquilo que se chama a Austrália profunda: grandes extensões de estrada sem vivalma, apenas de vez em quando nos cruzamos com um ou outro camião, daqueles que se vêm nos filmes, com dois atrelados.


Depois de ter-mos feito 450 km lá chegámos a Kingston SE, que como poem ver na fotografia acima é uma terra de lagostas,sendo a que acima se vê, do tamanho XXXXXXXXXXXXLLLLLLLL, que é mais uma daquelas localidades quase microscópicas, com “meia dúzia” de casas, hospital, posto da policia, parque de campismo, pois nesta zona não há localidade sem pelo menos um, e pouco mais. Este era um dos dias que nada tínhamos marcado para dormir. Procurámos o posto de turismo, que neste caso era numa bomba de gasolina, sendo o respectivo dono, uma espécie de agente do turismo e pedimos ajuda.

De imediato largou o que estava fazer e disse á Esposa para ligar a não sei quem. Esta assim fez e de imediato nos disse onde era um B & B e que nos dirigisse-mos lá. Assim fizemos e qual não foi o nosso espanto quando deparámos com uma Sra. De seu nome Jill e um espectacular Rés do Chão de uma Vivenda inserida num conjunto. Nem hesitámos, pois estávamos perante uma suite presidencial: Um enorme sala comum, uma cozinha, dois quartos, duas casas de banho, casa de lavagens, garagem. E tudo mobilado do que há de melhor . Um espectáculo. Ás tantas não víamos a televisão: claro, era um enorme plasma embutido na parede. Atenção que quanto ao preço não foi mais nem menos do que todos os outros B & B onde ficámos. Portanto dentro do orçamento.

Ainda por cima a Jill prontificou-se a marcar-nos um jantar num restaurante, ultrapassando assim o problema, de na província os restaurantes fecharem cedíssimo. E comemos que nem uns Lordes.

Na manhã seguinte, hoje portanto, acordámos e ficámos espantados: toda a noite choveu a bom chover e estavam para aí uns 18/19 graus. Comparado com ontem…

Lá tivemos que telefonar para a Jill para lhe entregar a chave e lá fomos a casa dela entregá-la e ao mesmo tempo ela entregou-nos o recibo do jantar e da dormida, pois ela é que tinha pago o jantar (não jantou connosco).

Metemo-nos a caminho para fazer cerca de 340 km até Victor Harbour, sempre debaixo de chuva torrencial e com os tais 22º (vi há pouco na televisão).

Antes e chegar-mos, fizemos borrada – pronto, fiz borrada -: meti-me por um atalho de 18 km, parte significativa deles em lama, devido á chuva que caiu, para apanhar um ferry para cortar caminho. Entrámos no ferry, que é de borla e quando chegámos á outra margem do rio, perguntámos á Senhora que o conduzia, qual a estrada que devíamos apanhar para Victor Harbour. A Senhora desfez-se em desculpas mas lá nos disse que não era aquele o ferry indicado e lá nos indicou o caminho correcto, convidando-nos a dar meia volta e entrar outra vez para nos voltar a por na outra margem e fazer-mos de novo os tais 18 km parte deles em lama.

Lá encontrámos o ferry correcto e aqui estamos em Victor Harbour que émaisuma daquelas vilas pequenas, com praia e pouco mais.

Amanhã vamos fazer a última etapa até Adelaide, percorrendo a Florie Peninsula que dizem ser muito bonita. A ver vamos.
Até à próxima.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MELBOURNE a PORT FAIRY













Finalmente chegou o dia para ir-mos fazer a Great Ocean Road. Antes disso mais um episódio interessante.


Na véspera questionamos no Hotel se para ir-mos para a GOR e consequentemente sairmos de Melbourne íamos utilizar a City Link, que é uma auto estrada com cobrança de portagem virtual e que se leram a nossa entrada em Melbourne, nos vai obrigar a pagar uma multa que agora sabemos ser de 100 dólares australianos, mais os encargos, mais a portagem que não pagámos, enfim tudo junto dará uns 150 dólares, porque não sabíamos como funcionava e não compramos via net a autorização de utilização. Lá nos disseram que sim, que íamos utilizar e portanto comprámos o passe, no valor de 12,5 dólares.


Claro que não utilizámos a tal city link pelo simples facto de que para ir-mos para Geeolong e posteriormente para a GOR não precisávamos.


Ou seja, quando precisamos não compramos passe e somos multados, já quando não precisamos, compramos e não usamos… Desgraças quês os turistas sofrem.


Lá fomos e fizemos a primeira paragem de muitas que iríamos fazer durante a viagem em Torquay. Estávamos a tirar umas fotos quando alguém se nos dirigiu num português perfeito com um “bom dia”. Claro que era um português residente na Austrália, (foi o segundo que se nos dirigiu, tendo o primeiro sido em Phillip Island, tendo-nos inclusivamente convidado para almoçar em Melbourne, só que não nos foi possível aceitar), que nos reconheceu porque o nosso Ferrari tem num das janelas a bandeira de Portugal.


Prosseguimos em direcção a Anglesea onde começa a Great Ocean Road e começam paisagens de facto impressionantes, pois avistam-se dezenas de km da estrada sempre a ver o mar, que estava calmo, pois a maré estava vazia, e com rochas a pique sobre o mar. Do lado direito vêm-se nas localidades por onde passámos, como por exemplo, Lorne, Kennet River, Apollo Bay, etc. etc., casas de um gosto inexcedível e com grandes e amplas vidraças que permitem aos residentes estar em casa e ver permanentemente o mar.


Naturalmente que ao longo da GOR fomos fazendo diversas paragens porque os Look Out são mais do que muitos, sendo que os mais importantes, terão sido o inicio da Great Ocean Road devidamente assinalado com um monumento e um arco, bem como os Doze Apóstolos, formações rochosas que estão perto da costa mas permanentemente rodeados de água. Não sabemos porque se chamam os Doze Apóstolos, mas vou quando tiver um pouco de tempo tentar informar-me.


Uma outra formação rochosa bem interessante, é a dita Ponte de Londres que se situa na Baía dos Mártires, assim chamada porque foram inúmeros os veleiros que ali naufragaram.
Em resumo, é facto um uma estrada com vistas fabulosas e indescritíveis e que vale a pena ver, se se decidir visitar esta parte da Austrália. São cerca de 100 km da GOR junto ao mar mas que valeram os 413 que tivemos que fazer de Melbourne a Port Fairy, onde dormimos num B & B bem simpático.


Antes disso passámos e parámos em Warrnambool, antiga terra de pescadores de baleias e que hoje são seus defensores, tendo inclusivamente um hospital para estas. Tentámos visitá-lo (claro que se situa no mar), mas estava vazio.


É também, hoje por hoje, uma terra de fabrico de queijo – que não provámos – e que tem um estádio, provavelmente de râguebi e soccer (assim se chama por aqui o futebol), denominado MILK STADIUM. Apropriado o nome, sem dúvida.


Em Warrnambool tentámos visitar uma denominada Maritime Village que como o nome indica mais não é do que a recriação do que era a localidade antigamente com as suas lojas, que vão desde o torneiro de madeira, passando pelo relojoeiro, banco, loja de roupas, etc. etc.. Bem feito.
Porém não a pudemos visitar porque estava fechada, mas logo ali, decidimos visitá-la na manhã seguinte pois afinal Port Fairy, onde íamos dormir distava apenas 30 km dali, pelo não era grande esforço. Assim fizemos.


Para o final do dia estava-nos reservada mais uma maratona para tentar encontrar sitio para jantar como tinha acontecido há dias. Na província, na Austrália e em especial ao Domingo, fecha tudo pelas 8 da tarde.


Procurámos, procurámos e já estávamos a entrar em transe, porque não há turista de barriga vazia e sem beber uma garrafinha de bom vinho australiano – apenas ao jantar, porque mais uma vez fui controlado e mais uma vez tinha 0,0, como de resto tinha que ter – mas não há turista de barriga vazia, dizia, mas finalmente lá descobrimos um restaurante chinês onde comemos bem.


Hoje vou publicar umas fotografias pois a GOR bem merece. Isto sem embargo de mais tarde colocar todas as fotos num álbum.


Até à próxima.

sábado, 9 de janeiro de 2010

MELBOURNE











2day, dia 9 de Janeiro foi o último dia que passámos em Melbourne, pois amanhã de manhã, bem cedo, vamos fazer-nos outra vez à estrada, depois de dois dias e meio em Melbourne e arredores.


Temos hoje uma impressão algo melhor de Melbourne do que aquela com que ficámos no primeiro dia, mas continuamos a pensar que não se compara a Sydney. Aliás Sydney é única.


Ontem, dia 8 fomos visitar os arredores de Melbourne nomeadamente o Yarra Valey e a Dandenong Ranges.


No Yarra Valey – o nome do rio que atravessa Melbourne é o mesmo, Yarra River – fomos fazer uma pequena viagem num comboio de 1900, que atravessa um desfiladeiro, em cima de uma velha ponte de madeira onde a velocidade máxima do comboio é de 15 milhas por horas. Estes australianos, uma vezes utilizam as medidas europeias, ( do continente) outras as do UK e outras ainda dos EUA. Uma confusão.


Foi interessante o passeio e deu para ver que de facto existem arredores bonitos em Melbourne, bem como deu para continuar a ver a tragédia que foram os incêndios de há um ano.


Da parte da manhã, ainda antes da pequena viagem de comboio estivemos a ver dezenas de catatuas brancas, King parrots, colouful crimson rosellas e kookaburrass, que vivem á solta, mas que quando vêem pessoas, se dirigem de imediato a elas, para comerem, ou para roubarem, como aconteceu com uma que roubou um bolo à Marina e outra que me pousou no ombro, dandol-lhe eu uma bolacha e em troca sujou-me - ia a escrever c.....- a camisa.


Depois do Puffing Billy, assim se chama o comboio, fomos almoçar a uma winery (Ferguson), que como o nome indica produz vinho e que tem enormes vinhas de cabernet sauvignon, chiraz, etc.
Depois do almoço lá fomos ver os animais de um outro pequeno parque de vida selvagem, aqui já com muito mais interesse do que o que vimos em Phillip Island, quer no número de animais, raças, aspecto, etc.


Aliás é de referir duas coisas em relação a este Australian native wildelife: tem um hospital para os animais e todos os animais tiveram que ser retirados do parque, no ano passado, por via dos incêndios. Há-de ter sido um trabalho extraordinário, certamente, tal a quantidade de animais existentes.


Hoje, decidimos descansar um pouco e utilizar os meios que Melbourne coloca á disposição dos turistas: gratuitamente existe um circuito de autocarro, servidos por não sei quantos autocarros, bem como existe um outro de eléctricos (trams na designação local), também gratuitos.



De facto é uma forma óptima de cativar turismo, tendo no entanto um inconveniente, do qual nos apercebemos hoje. Existe uma enorme diferença de ocupação entre os dias de semana, ontem por exemplo, e hoje, sábado, quando os referidos autocarros e eléctricos circulavam praticamente vazios em comparação com os dias anteriores. O que quer dizer que os “Melbourners” utilizam estes serviços, como se fossem turistas, poupando assim dinheiro…

Enfim foram dois dias e meio sem conduzir, o que nos permitiu arranjar alento para amanhã iniciar-mos, aquela que será a parte mais interessante da viagem, (tirando a passagem de ano, que é um facto diferente): fazer a Great Ocean Road.



Têm estado uns dias de verão autêntico, com temperaturas, em Melbourne, na ordem dos trinta e sete graus, aguardando-se para amanhã, apenas 41º. Não, não foi erro: é mesmo 41º.Aliás em Adelaide, que é aqui relativamente perto, cerca de mil kilómetros, o que para aqui não é muito longe, estiveram ontem os mesmos 41º esperando-se lá para hoje 42º. Não sei ainda se se confirmaram, mas entre 41 e 42...


Amanhã vamos exactamente nessa direcção, mas como vamos junto ao mar...apanharemos alguma brisa, certamente.


Vamos procurar actualizar o blogue, porém não garantimos que tal seja possível uma vez que não sabemos como vai responder a internet, dado que vamos, outra vez, para as chamadas zonas inóspitas.


Até à próxima.

PS - Hoje vimos a Cláudia e a Beatriz através do SKYPE. Deu para matar algumas saudades visuais...